segunda-feira, 15 de março de 2010

Da inabilidade do ser humano

Sexo? Não. Meio pacote de bolachas primorosamente picadas, faces em chamas, mãos que se roçam e se repelem, se descobrindo, se vendo e se tocando pela milésima e pela primeira vez. Até que depois de doze anos, o primeiro beijo. Doze? Ou será que foi antes ainda?
Dois amigos que não sabem o que fazer com outro sentimento (ou vontade) que não seja amizade picam bolachas muito bem.

sábado, 13 de março de 2010

Hoje acordei
disposta a te esquecer
hoje joguei
tanta coisa que nem sei
por quanto tempo eu guardei
tantos papéis
todos cruéis
dois recados
esquecidos, deixados de lado
dizendo assim
Oi meu amor,
fui atrás de você
hoje acordei
disposta a te esquecer
hoje joguei
tanta coisa que nem sei

Sei que vc pode até ter saído pra me buscar, mas não me achou.
Ou me achou, mas não quis mais...
Ronda o meu dia
e sem vacilar
cria mil conflitos
me faz chorar

e se eu digo me deixa em paz
faz bico e cara de coitado
me pede calma
e diz que me ama mais

Ronda minha vida
mas pra isso vacila, recua
sempre um pé atrás

De noite me procura
(sem titubear)
e aí eu digo
(querendo me enganar)

se resolva seu moço
não sou mulher de esperar
se decida seu moço
não dê chance pro azar.
Você um dia me disse
que me amava pra sempre

Você um dia me disse
que eu era diferente

Você um dia me disse
que não me deixava não

Mas saiu pela porta da frente
e me deixou sem motivo nem explicação

Mas tudo bem, viu?
Eu já tenho outro a quem chamar de meu bem.

Ah, meu bem!

Você um dia me disse
que não cansava não

Outro dia me disse
que não gostava mais não

Você um dia me disse
Se cuida

No outro dia me disse
Se vira - me virei:

Já tenho outro a quem chamar de meu bem.
Tchau, meu bem...
Quando eu te conheci
não soube o que fazer
não disse sim
e também não disse não

Então eu esperei
sem nada esperar
quando me dei por mim
me via no teu olhar

E aconteceu assim
você foi embora
ao mesmo tempo
em que ficou em mim.
blog é pra gente triste.
eu os ratos
na noite escura

eu e as baratas
na casa imunda

cupins devoram
nossas imagens antigas

deixo que retaliem
seu rosto, corpo, braços

que não me abraçam mais.