sábado, 27 de março de 2010

Saí de casa tão linda, fiz uma saia ontem que ficou tão bonita, de amarrar, vou fazer muitas desse modelo.
Em vinte minutos a saia estava pronta. Me arrumei, me maquiei, nunca uso maquiagem, mas estava com vontade de me sentir mais bonita, mais arrumada, mais... Saí. Tomei uma chuva, mas uma chuva, que fiquei toda linda e molhada! Foi bom. Parecia que era um banho de alma. A chuva caía tão forte, quase machucava. E levou junto um monte de coisa ruim que eu ainda trazia em mim.

Sempre achei que fico mais bonita quando acordo de manhã e a maquiagem está borrada. Nunca consegui fazer isso por querer. Nesse dia, a maquiagem borrou, e em vez de ficar triste por que eu estava indo trabalhar e ia passar o dia com os pés gelados, fiquei feliz por que estava bom tomar chuva, e fiquei mais feliz quando cheguei na loja e vi que a maquiagem tinha borrado do jeito certo. Engraçado isso, não é? Borrar do jeito certo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ai essa vida

Às vezes fica dura, pesada, difíil de levar. Falta de companhia, eu tenho a impressão de que...
Sei lá. É triste. O bom é que passa, eu não sei quando, eu não sei como, vai ver não é tristeza, é cansaço, mas cansaço de que, não sei, vai ver não é cansaço, é tristeza mesmo, ou preguiça. Não sei.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Eu não fumo, mas tem dias em que tudo o que eu queria era um cigarro.
Eu também não bebo, mas tem dias em que tudo o que eu queria era um trago.
Quente, forte, seco.
Cortante.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Da inabilidade do ser humano

Sexo? Não. Meio pacote de bolachas primorosamente picadas, faces em chamas, mãos que se roçam e se repelem, se descobrindo, se vendo e se tocando pela milésima e pela primeira vez. Até que depois de doze anos, o primeiro beijo. Doze? Ou será que foi antes ainda?
Dois amigos que não sabem o que fazer com outro sentimento (ou vontade) que não seja amizade picam bolachas muito bem.

sábado, 13 de março de 2010

Hoje acordei
disposta a te esquecer
hoje joguei
tanta coisa que nem sei
por quanto tempo eu guardei
tantos papéis
todos cruéis
dois recados
esquecidos, deixados de lado
dizendo assim
Oi meu amor,
fui atrás de você
hoje acordei
disposta a te esquecer
hoje joguei
tanta coisa que nem sei

Sei que vc pode até ter saído pra me buscar, mas não me achou.
Ou me achou, mas não quis mais...
Ronda o meu dia
e sem vacilar
cria mil conflitos
me faz chorar

e se eu digo me deixa em paz
faz bico e cara de coitado
me pede calma
e diz que me ama mais

Ronda minha vida
mas pra isso vacila, recua
sempre um pé atrás

De noite me procura
(sem titubear)
e aí eu digo
(querendo me enganar)

se resolva seu moço
não sou mulher de esperar
se decida seu moço
não dê chance pro azar.
Você um dia me disse
que me amava pra sempre

Você um dia me disse
que eu era diferente

Você um dia me disse
que não me deixava não

Mas saiu pela porta da frente
e me deixou sem motivo nem explicação

Mas tudo bem, viu?
Eu já tenho outro a quem chamar de meu bem.

Ah, meu bem!

Você um dia me disse
que não cansava não

Outro dia me disse
que não gostava mais não

Você um dia me disse
Se cuida

No outro dia me disse
Se vira - me virei:

Já tenho outro a quem chamar de meu bem.
Tchau, meu bem...