quarta-feira, 31 de março de 2010

Ele bateu na minha traseira, desceu do carro puto, xingou até minha tatataravó, amaldiçoou até a quinta geração.
Depois chegou bem perto do carro, apoiou na porta, e mudando o tom da voz, perguntou se eu não tinha um tempo para um café. Afinal, o estrago tinha sido pequeno, mas precisávamos conversar, por que quem bate atrás está sempre errado, e eu parei de repente, ele não viu, mas tudo bem, não tinha problema, perguntou se eu estava bem, se não tinha batido a cabeça, se não tinha machucado o peito, por causa do cinto, dizem que uma pancada assim deixa uma marca forte no lugar do cinto, e eu era muito bonita pra ficar marcada.
Não, não posso, estou indo buscar meu filho, e
Então me dá seu telefone
Claro, é
E amanhã, vc pode tomar um café?
Sorriso e exclamação
Isso quer dizer que sim?
É.. pode ser.
Eu vou te ligar.
Ok.
Toma, esse é o meu número.
Ok, vou tirar o carro por que estão buzinando, estamos atrapalhando.
Eles podem esperar. Não é todo dia que a gente bate e o carro e fica feliz.
Risada. Ok.

Um comentário:

  1. Esse pistoleiro que se não pagar a batida pague ao menos o café, que a gente anda saindo barato demais.. HAHAHAHA!

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Pode falar, eu não ligo.