segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
se eu pelo menos soubesse tocar violão. ou se eu tivesse disposição pra assumir que não vou mesmo dormir, e descesse pra costurar um pouco. buscar a máquina, preciso ligar amanhã sem falta. podia lavar a louça, dobrar as roupas que ficaram espalhadas, cortar um vestido, passar a limpo as anotações de encomendas. por que será que me perco nos prazos, os montes de papeizinhos se amontoam até que somem da minha vista. então eu volto pros e-mails, anoto tudo de novo, tudo em folhas avulsas de novo, perco tudo de novo. não devia ter dado aquelas três moleskines pra ele, eram duas pretas e uma vermelha. devia ter pego pra mim. claro que isso quer dizer que somos todos assassinos, sebastião nunes. recomendo. num tapa durante a madrugada de ontem. hoje as meninas. em dezembro, aqui perto de casa, a cidade não cheira a pêssegos. tem uma fábrica da roche aqui perto, e embora meu irmão diga que não é uma fábrica, só uma distribuidora, a cidade aqui tem cheiro de xarope de maracujá. doce até o fim.
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