- oi
- oi
- te conheço de algum lugar, mas não lembro de onde
- é, vc não me é estranho
- ah, que bom, fiquei com medo que vc achasse que era alguma cantada ruim
- não era?
- é... (pigarro) mas a gente se conhece de algum lugar, não?
- talvez.
- eu sou músico.
- eu trabalho num bar.
- hum. que bar?
- sagarana. é de lá, já sei quem vc é.
- ah, então é de lá.
- com certeza. vc é o moço do pintinho pequenininho, não é?
- sim! e vc é a moça da bruscheta vermelhinha!
- sou eu.
- meu pintinho tá aqui ó, quer ver?
- assim, no ônibus?
- que é que tem?
- tá bom, mostra aí.
nisso a velhinha que estava no banco da frente se levanta, olha feio pra trás, mas muito feio, como nem minha mãe olharia, e vai sentar longe de nós dois.
depois ele me mostrou outra tatuagem. era uma cobra enorme.
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