quarta-feira, 2 de maio de 2012


fui na oficina de uma das costureiras, uma que eu não via há 3 anos.
tudo bem, tudo bem, nossa, priscila, como vc tá diferente.
é?
é...
parari, parará, preciso que faça assim, assado, e ela me olhando fixamente: mas vc tá muito diferente mesmo.
é? vai ver é o cabelo, eu fico com preguiça de pintar, a tinta velha desbota e eu fico meio grisalha, meio ruiva, meio castanha.
hum.
parari, parará, então amanhã eu trago tudo cortado e...
cê tá muito diferente mesmo.
nossa senhora, três vezes cê já me disse isso, eu fiquei com vontade de falar.
mas depois ela emendou: cê tá bem mais mulher.
hum. é que agora eu sou solteira, eu pensei. mas não falei nada, que mais uma costureira me dizendo que eu sou muito nova pra não ter namorado eu não aguento. são os trinta anos que se aproximam.

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