sexta-feira, 4 de maio de 2012

parei tudo o que estava fazendo. larguei mão, deixei pra lá, desencanei do tempo, pouco. depois limpei a mesa maior. fui empilhando cada coisa: o que já está quase pronto, o que ainda está só cortado, roll bag, alforje, bolsa de guidão, resto de tecido que ainda dá pra aproveitar, lona, nylon, algodão, plásticos. enchi a mesa de pequenos montes. esvaziei as caixas, esvaziei os lixos, arrumei a mesa de dentro. guardei os retalhos de couro, os zíperes, os botões, as garras, as fitas de nylon, os rolos de velcro e de viés. tirei tudo o que não era do ateliê. blusas, brinquedos, copos, coisas que já estavam prontas. depois tirei o pó das mesas e limpei as máquinas. voltei para as prateleiras os montes organizados. coloquei as cadeiras para o alto, arrastei as mesas e varri muito bem varrido o chão da oficina e uma parte do quintal. depois voltei tudo para o lugar. olhando agora, tudo faz sentido. eu sei exatamente o que devo fazer e por onde tenho que começar. nada como uma faxina.

2 comentários:

  1. A sua prosa me conforta (e segue me confortando desde 2009).
    Sabe o porquê?
    Sussurro: - A cada construção que você cria, há uma poesia que transborda sinceridade. Felizmente, é uma cusparada na cara daqueles que, como eu, às vezes se esquecem dessas coisas todas que são a vida.
    Um abraço.

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