Acho que no fim das contas, vou sentir falta daqui. É engraçado ouvir as pessoas falando na rua. Uma moça no telefone: "Meu, ele reclama que eu encho o saco dele, e eu sei que eu encho o saco dele, eu já falei pra ele, por que vc está com uma pessoa que enche seu saco? Mas eu não sei por que ele continua comigo, se eu encho tanto o saco dele assim, por que ele não vai embora? Por que ele fica aqui, comigo, se eu só encho o saco dele?" Pois é, boa pergunta, moça. Vc enche mesmo o saco, hein? Vai pra mais longe dessa porta, por favor.
Outra, tb no telefone (essa me lembrou a ex-sogra (argh), falava igualzinho, tinham mais ou menos a mesma idade, e a capacidade de falar absurdos e fazer comparações esdrúxulas também): "Olha, eu falei com ele de novo, mas não tá adiantando. Ele nega, nega, nega. Vai negar até a morte. Que nem os Nardoni, que atiraram a menina pela janela, e vão negar até a morte que atiraram a menina pela janela". Devia estar se referindo ao ex-marido, aposto! O cara deve ter enfiado os cornos nela, e agora as comparações são assim, com estuprador, matador de criancinha, o demo fica de cabelo em pé.
Mas, bom, bem, veja... Se a saudade apertar, é só ficar meia hora numa esquina qualquer. É cada coisa que a gente escuta.
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